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Capítulo 12º - Mari Scotti


Capítulo 12

                O escandaloso despertador ressoava por todo o andar superior e mesmo Anelyse deitada ao lado dele, não acordava devido ao cansaço de ter dormido muito tarde. Giovanni adentrou o quarto e a chamou tocando levemente suas costas.
                ― Anne, temos que ir, são quase seis da manhã.
                Ele estava apenas de bermudão e os cabelos desgrenhados. Olheiras abaixo dos olhos, pois não dormira direito com a mãe acordando e chorando a cada uma hora.
                ― Ah não quero ir... – resmungou escondendo o rosto embaixo da coberta – O Luc vai nos levar hoje. – lembrou e logo se colocou de pé, pois o veria.
                ― Imaginei que fosse... ele é muito grudento não acha? – saiu do quarto rindo, sem dar a chance de Anelyse retrucar.
                ― Não me importo. – disse a si mesma procurando pela calça jeans enfiada no fundo do armário.
                Possuía um defeito que abominava em si mesma, era muito bagunceira, raramente vestia uma roupa que não precisasse passar a ferro, pois as amontoava dentro do armário ao invés de deixar penduradas ou dobradas dentro das gavetas. Suspirou, pois o jeans e a camiseta branca com o emblema do colégio estavam amarrotados. Passou as peças sobre a cama e logo as vestiu, em seguida vestiu o allstar preto que usava todos os dias, logo que terminou praguejou baixinho, estava tão apressada que não tomou seu banho.

Capítulo Décimo Primeiro - Amor e Música


Capítulo 11

                Era hora de Luiz voltar para casa, descobriu porque os colegas do bar lembraram de um jogo da final do campeonato de futebol. Ele pediu água com gás bem gelada e bebeu em um único gole para despertar do quase porre; pagou a conta e saiu na direção de casa.
                A rua estava deserta e parcialmente escura quando atravessou. Ouviu a buzina de um carro e o derrapar dos pneus e nem assim se deu conta que quase fora atropelado. O motorista praguejou até ver quem era. Estacionou no meio fio e correu até Luiz sendo seguido por uma garota.
                ― O senhor está bem, Sr Luiz? – questionou ao alcançá-lo.
                ― Est-tou ótimo pirralho, me solta. – mas ninguém havia colocado a mão nele.
                Anelyse se antecipou, jogou o braço do pai sobre seus ombros e começou a levá-lo em direção da casa.
                ― Vamos papai. – murmurou constrangida – Luc estaciona lá em frente e avisa meu irmão, por favor? – pediu sem olhá-lo.
                ― Aviso. – ele queria ajudar, mas não sabia como, por isso obedeceu ao pedido.
                ― Me larga. – dizia o pai enrolando a língua e trançando as pernas, a água com gás não surtira muito efeito sobre seu estado.
                ― Papai por favor... O senhor não fica com vergonha de beber desse jeito?

Capítulo Décimo - Amor e Música


Capítulo 10

                Despertaram com o som do celular de Lucca, ele esticou o braço e tirou do bolso da calça jeans, atendeu sem ver quem era, a voz rouca por ter acordado.
                ― Alô?
                Minha filha está com você? – perguntou a voz masculina.
                ― Seu Luiz?
                Quem mais? – disse irritado, Anelyse ao ouvir o nome do pai se levantou sobressaltada, mordendo o lábio com a dor que sentiu – Já é tarde moleque, quero minha filha em casa em cinco minutos.
                Ao olhar no relógio Lucca viu que era ainda onze e meia da manhã, olhou para Anelyse e arriscou mesmo sabendo que ela correria riscos.
                ― O senhor permitiu que saíssemos aos finais de semana, a entregarei as dez da noite como combinado. – desligou – Filho da Puta.
                ― O que ele queria?
                ― Mandou te levar, disse que era tarde. – se levantou e entrou no banheiro onde lavou o rosto, Anelyse ficou imóvel observando.
                ― Ele estava bravo? – mordeu o lábio temerosa.

Amor e Música - Capítulo Nono




Capítulo 9

                A hora da apresentação estava próxima e apesar dos últimos acontecimentos, Anelyse sentia-se segura para cantar, a adrenalina por ter enfrentado o pai correndo por suas veias. Lucca estava tocando divinamente esta noite, parecia embebido em felicidade, rodopiava com o instrumento no tronco, dedilhando as notas magistralmente enquanto todos, incluindo ela, o admiravam perplexos.
                Ao fim do rock Aline deixou o som sumir no ambiente para anunciar as apresentações, com um floreio digno de Shakeaspeare ela apontou para Anelyse que estava ao lado do palco.
                ― Apresento a vocês um achado, Anelyse Fantini.
                O salão explodiu num côro frenético de palmas e assobios a deixando momentaneamente afogueada, discretamente usou o remédio, guardou-o no bolso e subiu ao palco, agarrando o microfone com as duas mãos para parar de tremer.
                ― Obrigada. – sussurrou para Aline que se afastou tomando lugar no backing vocal – Boa noite, hoje iremos apresentar uma das minhas músicas prediletas – direcionou-se ao publico – Oceano de Djavan.
                O som do piano preencheu o ambiente, Anelyse virou-se para encarar o tecladista da banda sentado ao piano, era esguio, tinha um sorriso torto marcante e olhos incrivelmente azuis apesar dos cabelos escuros e a pele morena, seu nome era Fabianno, Fabianno Reis. Ele lhe lançou um sorriso ao fim da introdução, corajosa Anelyse se voltou para os presentes iniciando com a voz macia e arrastada.

Cap 8º - Amor e Música


Capítulo 8

                Luiz terminou de abrir a porta e entrou no salão principal constatando o que ele já sabia: que Anelyse não comparecera ao ensaio. Começou a gritar fazendo todos olharem em sua direção, incluindo o maestro Valdir que estava encarregado de ensaiar o coral para uma apresentação no final do ano.
                _Alguém viu a Anelyse? – sorriu desdenhoso esperando pela resposta negativa.
                _Ensaiando no estúdio junto com a banda. – o maestro respondeu.
                Giovanni reprimiu um riso e o pai fechou o cenho, contrariado.
                _Onde fica?
                _Terceiro andar. – o maestro não gostava de ser interrompido, apontou na direção onde estava Giovanni, que rapidamente se escondeu, e voltou-se ao coral. Eles cantavam Agnus Day, uma música clássica de final de ano.
                Apressou-se a subir para o terceiro andar, e quando chegou viu uma porta de ferro pesada e uma de madeira, abriu a de madeira sem pestanejar. A escola possuía um estúdio próprio quase igual ao do apartamento de Lucca, a diferença é que o da escola era muito maior, feito para gravar corais e bandas inteiras ao mesmo tempo. A porta que ele abriu dava para o estúdio de som, o operador olhou carrancudo para ele e pediu silêncio. O homem se apressou para olhar pelo vidro, Anelyse estava de costas, olhando para a banda, cantava uma das músicas que apresentariam naquela noite. Parecia não se dar conta que estava sendo observada.
                _A voz da sua filha é incrível. – sussurrou outro rapaz, este estava com uma guitarra na mão, dedilhando notas a esmo, sem som.

Cap 7º - Amor e Música




Capítulo 7

                Lucca não conseguia dormir, estava preocupado com Anelyse e ao mesmo tempo em êxtase por estar namorando de verdade alguém, tomou um banho longo para tentar sentir algum sono, mas de nada adiantou, era quase oito horas da manhã quando decidiu enviar uma mensagem no celular da menina, mesmo sabendo que ela não responderia.

                Princesa, bom dia! Espero não te acordar e que tudo esteja bem. Saudades, Luc.

                _Saudades... – sussurrou a si mesmo e riu, há anos não dizia isso a alguém que não fosse sua mãe, que costumeiramente não prestava atenção as palavras dele.
                Queria muito uma resposta, pensou se era prudente ligar e depois de um tempo decidiu não fazer e dormir um pouco, pois dali a poucas horas começaria a rotina entre dar aulas e participar de aulas de música. Adormeceu pensando em Anne, lembrando dos beijos trocados, do rosto vermelhinho dela quando fica com vergonha, acabou sonhando, não algo erótico como era costumeiro, mas com o encontro que tivera com o pai, no sonho o homem a proibia de vê-lo e teve vários acidentes estranhos, acordou amargurado.
                Reclamou quando percebeu que estava chateado por causa de um sonho idiota e resolveu se banhar para se preparar para a aula.

Capítulo Sexto - Amor e Música


Capítulo 6

                Demorou um pouco a conseguir segui-lo queria pedir desculpas mesmo sem saber pelo que, e só começou a andar quando notou que ele havia parado e a encarava duramente, do mesmo modo que fez em sua casa quando chegaram à festa.
                _Me responde uma coisa? – perguntou ao se aproximar, Lucca apenas assentiu. Abriu uma das portas do corredor e deu espaço para que ela entrasse – Por que tratou a Lidia daquele modo? Por que disse que ela nunca foi minha amiga?
                Estavam no estúdio de música, Anelyse conhecia bem estúdios, pois desde pequena o pai a levava para algumas audições que ele participou, havia desistido da carreira musical, mas ganhava algum dinheiro fazendo dublagem em filmes ou desenhos animados. Aquele estúdio não estava completo, mas era muito bem equipado. Havia uma mesa de som com vinte e quatro canais sobre uma bancada, à frente da janela de vidro transparente que dava para o outro lado na sala de captação. Lucca demorou a responder analisando o rosto dela, tinha esquecido totalmente o ocorrido assim que viu os olhos dela brilhando ao entrar no local.
                Ela deslizou a ponta dos dedos pela mesa de som e foi para o canto esquerdo onde havia um computador de última geração, estava desligado, mas imaginou que tipo de programas possuía. A mente divagou em vários que ela conhecia, alguns que arrumariam sua voz caso desafinasse se um dia gravasse seu tão sonhado CD. Mordeu o lábio ao notar um microfone largado sobre a bancada que fazia um L na sala. Pegou o cabo do microfone e começou a enrolar sem prestar atenção ao que fazia, Lucca se lembrou que ela fazia o mesmo ao final das aulas, não perguntava se precisavam de ajuda para arrumar os instrumentos e guardar os microfones, apenas arrumava.  
                _Não precisa fazer isso. – ele sussurrou retirando o cabo da mão dela e colocando de volta no lugar.

Capítulo Quinto - Amor e Música


Capítulo 5

                _Como é? – ela começou a rir achando que ele estava brincando.
                _Você não falou sério. – ficou ainda mais nervoso, ambos se encararam até que Anelyse parou de rir – Vim te pedir desculpas e não me declarar.
                Lucca se levantou, estava com vergonha e pronto para sair dali o mais rápido que pudesse, mas ela o deteve parando na frente dele.
                _O que você acabou de prometer para mim?
                Demorou um pouco a recordar, mas logo sorriu para ela um pouco pensativo.
                _Você é mais madura do que eu imaginava. – elogiou – Prometi não ir embora sem conversar.
                _Exatamente.
                _Mas eu pensei em rapazes agarrando você e eu enlouquecido de ciúmes quando prometi. – acrescentou.
                _Sente ciúmes de mim? – cada músculo de seu corpo pulsava e formigava em algum ponto, tamanho nervosismo. Não sabia onde encontrava forças para se manter em pé diante dele. A falta de ar começava a dar sinais de vida.
                _Talvez. – Lucca era como Anelyse, evitava ao máximo mentir, pois abominava pessoas que mentiam para ele.
                _Sim ou não? – sentia o nervosismo aumentando gradativamente.
                Já estavam próximos, mas ele encurtou o espaço com um passo curto, Anne ergueu a cabeça para enxergar os olhos amendoados dele. Sentiu os dedos do rapaz roçarem sua pele lentamente, deixando um rastro quente por onde passava até chegar em seu cotovelo. Lucca segurou em um dos braços a fazendo eliminar o vão que ainda os separava, ela espalmou a mão em seu peito receando cair e ele a envolveu com a mão livre, segurando na curva do quadril.

Capítulo Quarto - Amor e Música


Capitulo 4

                Ao erguer os olhos de volta, não o viu mais e afastou-se bruscamente do rapaz, será que Lucca achara que tinha algo entre ela e Thiago? Resmungou baixo, puxando a mochila das mãos dele, procurando o celular nos bolsos laterais, tinha cinco mensagens não lidas, escorou-se no muro da escola se apressando para ler. A primeira fora enviada antes das oito da manhã.

                Bom dia, Anne! Luc.

                A segunda era de poucos minutos antes da saída da última aula.

                Cheguei, vou esperar a algumas casas da escola, à esquerda da saída. Bj, Luc.

                A terceira era de minutos depois.

                Seu irmão saiu e entrou de novo, vou esperar na esquina. Luc.

                A quarta era uma repetição da terceira e a quinta fez Anelyse sentar na calçada, desolada.

                Acho que seu namorado não vai gostar que passe o dia de hoje comigo. Boa tarde. Lucca.

                _O que houve? – perguntou Thiago sentando ao lado dela.
                _Me deixa sozinha. – pediu num tom não muito agradável.
                _Ei, o que eu fiz?

Capítulo Terceiro - Amor e Música


Capítulo 3

                _Ele me ligou! Ele me ligou! Ele me ligou! – a menina começou a rir e gritar dentro do quarto depois de desligarem, a porta foi aberta e três olhos assustados a encaravam com espanto.
                _O que houve? Quem te ligou? – perguntou Luiz.
                _O Lucca! – cantarolou, pulou da cama e abraçou o pai pelo pescoço, estava feliz e não sabia exatamente se por ele ter ligado ou por terem marcado algo para o dia que nasceria em breve.
                _Por que ele te ligou? – indignou-se Giovanni, olhando para ela com desgosto.
                _Porque ele quis, ué. Não te interessa também.
                _Por isso ficou o dia todo trancada nesse quarto? – Marta questionou, tinha um sorriso estranho nos lábios, era reprovação, mas Anelyse não percebeu isso, estava eufórica demais para notar a repreensão.
                _Não, foi porque meu irmãozinho me deixou triste mais cedo.
                _E o que conversaram? – quis saber o pai, a direcionando para a cama, se sentaram e ela encarou os outros dois que ainda estavam à porta.
                _Nada demais, ele contou que talvez o namoro tenha acabado e que estava chateado.
                _Agora ele confidencia a você sua vida amorosa? – Giovanni riu – Corta essa garota! A menos de vinte e quatro horas ele nem sabia que você existia e nem deve se lembrar agora.    
                _Espere e verá. – ela beijou o rosto do pai e acenou para a mãe – Boa noite para vocês, ah e amanhã vou sair à tarde, não sei que horas volto. Tudo bem?

Capítulo Segundo - Amor e Música


Capítulo 2

                _Porque ele tem namorada! – retrucou Giovanni trancando o portão da casa.
                Eles entraram juntos e continuaram a discussão ignorando a mãe que estava na sala os observando.
                _E daí? Ele vai te dar aulas e não te namorar! – ela revidou.
                _O que houve? – dona Jucelia interveio na conversa, ficando entre eles.
                _Mãe! O Lucca nunca conversa comigo, nunca! – choramingou – Daí um milagre do mundo cósmico acontece e esse ser de outro planeta faz ceninha na frente dele! Paguei o maior mico na escola! – apontou para o irmão.
                _Ele estava dando em cima dela!
                _Isso é verdade, Anne? – a mãe sorriu e o irmão grunhiu irritado, pois sabia que não teria apoio.
                _Não! Claro que não... ele me viu passando mal e só quis ajudar. – encolheu os ombros sabendo que era apenas isso.
                _Estava sim! Quando cheguei perto deles ele estava segurando a mão dela! – Anelyse abriu a boca surpresa, não achava que o irmão tinha visto – Depois ainda mexeu no cabelo dela, mãe!
                _E daí? – respondeu a mãe, seus olhos brilhando em expectativa, já que no último ano só ouvia o nome do rapaz sendo suspirado em todos os cantos da casa – Aconteceu isso mesmo?
                Anelyse confirmou, mas não enxergava a situação da mesma maneira, mas como uma forma dele demonstrar solidariedade.
                _Mas esse daí estragou tudo. Mesmo que o Lucca tivesse alguma intenção, deve me achar uma criança agora. – resmungou.
                _Porque será? – desdenhou Giovanni saindo para a cozinha.
                _Idiota! – berrou ela – Mãe, pede para ele me deixar em paz!

Amor e Música: Capítulo Primeiro




                Uma e quinze da manhã e os olhos de Anelyse continuavam abertos, focados nas estrelinhas brilhantes no forro do quarto, elas não brilhavam tanto como quando foram compradas, mas ainda assim, opacas, atrapalhavam-na de se concentrar em dormir quando fechava os olhos. Pensou seriamente em se empoleirar no armário e retirar uma a uma, mas faria barulho demais e certamente acordaria alguém.
                Uma e dezesseis.
                Bufou cobrindo o rosto com o cobertor cinza claro, era de um tecido áspero e pegajoso, que a fazia se lembrar dos mendigos que ajudavam em sua igreja, por causa do frio precisava do cobertor mais grosso para aplacar as geadas noturnas e não acordar com os pés congelados. O pensamento a levou a um dia especifico, quando viu o motivo da sua insônia pela primeira vez; era um sábado, dia das aulas de música que sempre terminavam em passeios, a maioria deles em uma pizzaria ou na casa de um dos rapazes para assistirem a um filme alugado, comer pipoca e se digladiarem para paquerar as garotas mais bonitas da turma. Raramente Anelyse era convidada, pois nunca foi uma delas, não tinha esse tipo de ambição, porém a partir daquele dia, desejou ser.
                A entrada da escola de Artes era lateral, com uma rampa de duas voltas até as portas principais, embaixo um portão de ferro e um corredor extenso que chegava até as salas de aula.
                Estavam na calçada frente à construção, quando sua amiga chamou a atenção para dois rapazes que desciam a rampa. Eram novos na escola, ambos com cabelos loiros, o mais velho com olhos verdes extremamente lindos, uma boca fina que deixaria qualquer menina caidinha e porte masculino, quase adulto que sempre encanta as adolescentes que tem quedinhas por homens mais velhos, exatamente como as duas. O outro era mais novo, algumas poucas espinhas na base do pescoço e na testa, óculos quadrado, vestia-se todo de jeans com uma camiseta branca por baixo da jaqueta.

Amor e Música


Amor e Música
Autor: Mari Scotti
Gênero: romance - drama
Categoria: +13
Avisos: 
Bullying
Projeto iniciado em outubro de 2012

Introdução

                Anelyse é uma garota de dezesseis anos, acima do peso, ama música, mas tem um problema sério de asma que às vezes a impede de cantar ou de estar presente nos eventos musicais que a fariam ser conhecida. Faz aulas de musica e canto na Escola de Artes de São Paulo e lá se depara com Lucca, um contrabaixista que nem se da conta de sua existência e ainda namora uma de suas melhores amigas, a Lidia.
                Lucca morava em outra cidade e se muda para São Paulo com seu primo Ricardo depois que ele volta dos EUA onde também estudava música. Ricardo é o responsável pela banda principal da escola de Música e quem escolhe os participantes e separa aqueles que gravarão CD e serão famosos um dia. Ricardo é temido por todos e Lucca por estar próximo ao primo, é alvo de muitas meninas.
                Um dia, porém Lucca encontra Anelyse e seu irmão Giovanni a caminho da escola, esta passando mal com crise de asma e ele resolve parar para ajuda-los, pois mesmo de longe, conhecia o problema dela, porém, quando estão juntos e próximos pela primeira vez, ele não sabe o que aconteceu com ele, mas não consegue parar de pensar nela. 

Capítulos:











Os próximos eu não postarei, se quiser ler gentileza comentar.